Flávio mira MG e sonda ex-marqueteiro de Aécio para se descolar do ‘bolsonarismo raiz’
FLÁVIO MIRA MG E SONDA EX-MARQUETEIRO DE AÉCIO PARA SE DESCOLAR DO 'BOLSONARISMO RAIZ'
Flávio mira MG e sonda ex-marqueteiro de Aécio para se descolar do bolsonarismo raiz.
Por G1 – Andréia Sadi
Em uma tentativa de se
apresentar como um nome mais palatável ao mercado e se descolar da imagem mais
ideológica associada ao bolsonarismo raiz, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
tem intensificado movimentos para profissionalizar sua estratégia política e de
comunicação.
A ideia, segundo aliados, é
clara: construir uma candidatura com contornos diferentes do perfil do pai. De
2018, Flávio quer repetir a “fórmula do Posto Ipiranga”, quando Jair Bolsonaro buscou se “vacinar”
junto ao mercado com a escolha de Paulo Guedes como o seu guru na economia.
Agora, Flávio tenta reproduzir essa lógica, tanto na montagem de uma equipe
econômica, e quer estender para nomes experientes no marketing eleitoral.
Nesse contexto, Flávio
sondou o marqueteiro Paulo Vasconcelos, responsável pela campanha presidencial
de Aécio Neves em 2014. Hoje, Vasconcelos trabalha com o governador de Goiás,
Ronaldo Caiado, que também se movimenta como pré-candidato ao Planalto. A investida
de Flávio é vista como um gesto estratégico, não apenas pelo peso técnico do
marqueteiro, mas principalmente pelo seu profundo conhecimento de Minas Gerais.
Minas é tratada, dentro do
grupo bolsonarista, como peça-chave. O estado é historicamente considerado o
fiel da balança das eleições presidenciais e, por isso, passou a ocupar o
centro do tabuleiro político de Flávio e de Lula — e de todos os candidatos.
Não por acaso, aliados do
senador também passaram a defender a hipótese de uma chapa que tenha o
governador Romeu Zema como vice. A avaliação é que a presença de Zema ajudaria
a ampliar pontes com o empresariado, reforçar o discurso liberal e, ao mesmo tempo,
consolidar um palanque competitivo em Minas.
Na prática, os movimentos de
Flávio indicam uma estratégia mais ampla: suavizar a imagem, profissionalizar a
comunicação e fazer acenos claros ao mercado e ao eleitorado mineiro, numa
tentativa de se viabilizar como herdeiro político viável do bolsonarismo em um
cenário pós-Bolsonaro.
