‘EUA querem relações estáveis com a China, mas não confiam em Pequim’, diz secretário do governo Trump
'EUA QUEREM RELAÇÕES ESTÁVEIS COM A CHINA, MAS NÃO CONFIAM EM PEQUIM', DIZ SECRETÁRIO DO GOVERNO TRUMP
Declaração foi feita por Jacob Helberg, subsecretário de Estado para Assuntos Econômicos, em audiência no Congresso dos Estados Unidos. Donald Trump irá visitar o presidente chinês nas próximas semanas.
Por Redação g1
O governo Trump deseja
“relações estáveis com a China, mas não confia” no país: assim definiu um alto funcionário do Departamento de Estado ao falar
da atual situação
entre Washington e Pequim durante uma audiência
no Congresso nesta terça-feira
(24).
Jacob Helberg, subsecretário
de Estado para Assuntos Econômicos, atua como comissário da Comissão de Revisão
Econômica e de Segurança EUA-China.
A declaração ocorre semanas
antes da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China. O
republicano estará em Pequim entre os dias 31 de março e 2 de abril, onde se
encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping.
A China solicitou aos
Estados Unidos a suspensão das tarifas de importações que sofreram um aumento a
mando do presidente Donald Trump no sábado (21).
Em nota, o Ministério do
Comércio chinês acrescentou que as taxas “violam as regras do comércio
internacional e a legislação interna dos EUA, e não são do interesse de nenhuma
das partes”.
O presidente norte-americano
anunciou o aumento das taxas após a Suprema Corte decidir que Trump extrapolou
sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase
todos os parceiros comerciais dos EUA.
O anúncio do aumento das
taxas foi feito em uma postagem em sua rede social Truth Social, menos de 24h
após informar que usaria um novo instrumento legal para aplicar a tarifa de 10%
sobre produtos importados, com efeito imediato. Agora, o percentual aumentou.
Segundo Trump, a medida tem
o objetivo de corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que, na sua
avaliação, prejudicaram a economia americana.
No comunicado, Trump afirma
que, após “uma análise completa e detalhada” de uma decisão recente da Suprema
Corte dos EUA contrária a parte de sua política tarifária, decidiu elevar
imediatamente a tarifa mundial de 10% para 15%.
