IPCA: Ipea revê previsão de inflação em junho, de 5,6% para 5,1%
IPCA: Ipea revê previsão de inflação em junho, de 5,6% para 5,1%
Justificativa é comportamento favorável das commodities e do câmbio.
Publicado em 30/06/2023 - 11:57 Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro
O Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para baixo a previsão de inflação
e projetou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,6% em
março para 5,1% em junho. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
foi revisado de 5,5% em março para 4,9% em junho. Segundo o Ipea, o
comportamento mais favorável das commodities e do câmbio propiciou a revisão.
“De acordo
com os pesquisadores, a curva de inflação em 12 meses apresentará uma reversão
de trajetória no segundo semestre deste ano, tendo em vista que, as fortes
deflações apresentadas no terceiro trimestre do ano passado, não devem ocorrer
no ano corrente. Entretanto, apesar da aceleração esperada da inflação, a
expectativa é de que ela ocorra de modo bem menos intenso que o projetado anteriormente,”
diz o instituto.
Os dados
mostram uma melhora na trajetória dos principais índices de preços no país,
acentuando o processo de desinflação da economia brasileira no último
trimestre. Após iniciar o ano com uma alta acumulada em 12 meses de 5,8%, a
inflação medida pelo IPCA, intensificou sua trajetória de desaceleração e, em
maio deste ano, esta taxa já era de 3,9%.
Em junho, a
expectativa é de que a taxa recue ainda mais, tendo em vista que os dados do
IPCA-15 mostram que a alta de 0,04% apontada neste mês foi inferior à observada
neste mesmo período do ano anterior (0,69%).
“O principal
foco de descompressão inflacionária nos últimos meses está nos preços livres,
especialmente alimentos e bens industriais, apesar de parte dessa desaceleração
ainda estar ligada à forte queda dos preços administrados, conforme o ocorrido
no terceiro trimestre do ano passado”, informa o Ipea.
Para os
preços administrados houve recuo de 8,2% para 7,9% na inflação para 2023,
reflexo da expectativa de reajustes menos acentuados para os combustíveis e
energia elétrica. Já em relação aos preços livres, as previsões indicam um
comportamento mais otimista de todos os segmentos que compõem este conjunto de
bens e serviços.
Para os
alimentos no domicílio, além da alta de apenas 1,2%, acumulada nos primeiros
cinco meses do ano, a perspectiva de uma safra maior de grãos este ano, aliada
à baixa probabilidade da ocorrência de eventos climáticos, deve proporcionar
uma variação de preços menos intensa, fazendo com que a inflação esperada para
este grupo caia de 4,5% para 3,7%
Edição:
Denise Griesinger