TRUMP ANUNCIA REEMBOLSOS DE ATÉ US$ 500 PARA AMERICANOS APÓS PROMETER DINHEIRO EM CASO DE VITÓRIA NAS ELEIÇÕES
Nova medida, que seria uma devolução de valores a mais cobrados através do Obamacare, foi anunciada nas redes sociais, pouco antes das 'midterms', eleições legislativas dos EUA.
Por Redação g1
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que irá dar reembolsos de até US$ 500 – o equivalente a cerca de R$ 2,5 mil – para quase 1 milhão de americanos que teriam sido indevidamente cobrados por meio do Obamacare.
A medida foi divulgada nas redes sociais, através do perfil oficial da Casa Branca, nesta quinta-feira (10), um dia após Trump prometer pagar US$ 5 mil (cerca de R$ 25,5 mil) a cada adulto do país caso sua sigla, o Partido Republicano, vença as eleições de meio de mandato nos EUA, em novembro.
“Nossa administração está fazendo a coisa certa e devolvendo o dinheiro às pessoas que foram indevidamente exploradas”, diz o presidente norte-americano em vídeo em que ele diz se dirigir aos “dedicados trabalhadores americanos indevidamente cobrados”.
O Obamacare, oficialmente chamado de Affordable Care Act (ou Lei de Proteção ao Paciente e Cuidado Acessível), foi criado no governo do ex-presidente Barack Obama para tornar os planos de saúde privados mais acessíveis por meio de subsídios e créditos fiscais baseados na renda familiar.
Em um comunicado oficial, a Casa Branca afirmou que a medida irá reembolsar “diretamente os americanos mais expostos aos custos mais altos impostos pela má gestão flagrante do Obamacare pelo governo Biden” e voltou a atacar o ex-governo democrata.
Também detalhou que os pagamentos serão feitos a americanos de 30 estados – sendo a maior parte deles de maioria republicana: Alabama, Alasca, Arizona, Arkansas, Delaware, Flórida, Havaí, Indiana, Iowa, Kansas, Louisiana, Michigan, Mississippi, Missouri, Montana, Nebraska, Nova Hampshire, Carolina do Norte, Dakota do Norte, Ohio, Oklahoma, Oregon, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Tennessee, Texas, Utah, Virgínia Ocidental, Wisconsin e Wyoming.
“O governo Biden cobrou preços abusivos dos americanos por meio das “taxas de usuário” do plano de saúde Obamacare. (…) O presidente Trump está reembolsando essas taxas excedentes aos americanos que não recebem assistência para o pagamento de planos de saúde. (…) Os cheques serão enviados aos americanos elegíveis a partir de outubro de 2026″, diz o documento.
Nesta quarta, a promessa de dar dinheiro aos eleitores caso os republicanos sigam com a maioria no Congresso norte-americano gerou uma série de questionamentos entre especialistas nos EUA. Isso porque a lesgislação norte-americana proíbe que qualquer autoridade pública ofereça verbas públicas a eleitores em troca de resultados eleitorais. Trump alegou que a medida seria um “incentivo” após o pleito.
O anúncio foi feito durante uma convenção do Partido Republicano em Dallas, no Texas, a primeira da história realizada para os midterms, como são chamadas nos Estados Unidos as eleições de meio de mandato, em que a Câmara dos Deputados e parte do Senado, além de governos locais, são renovados.
“Aqui vai minha promessa: se os republicanos vencerem a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos, ambos… por causa da nossa enorme força e sucesso econômico, vou conceder um dividendo de US$ 5 mil a cada cidadão adulto dos Estados Unidos da América”, declarou.
As leis dos EUA proíbem o uso de dinheiro público para influenciar uma votação. O presidente norte-americano chamou o benefício de “dividendos” que seriam distribuídos pelo que classificou como o sucesso da Economia dos EUA em seu governo.
Como os EUA têm cerca de 270 milhões de cidadãos adultos atualmente, o montante que Trump prometeu custaria aos cofres do país cerca de US$ 1,3 trilhão (R$ 6,6 trilhões).
O presidente norte-americano não detalhou como a proposta seria financiada nem quem teria direito ao pagamento. Também não informou quando o benefício seria implementado, caso os republicanos vençam as eleições.
Trump, no entanto, acrescentou que o dinheiro teria uma condição: precisaria ser gasto dentro dos Estados Unidos.
“A única condição é que o dividendo que estamos concedendo seja gasto nos Estados Unidos da América”, disse.
Em novembro, os cidadãos dos EUA vão às urnas para as chamadas eleições de meio de mandato, que renovam todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e parte das vagas do Senado. O resultado definirá qual partido controlará o Congresso pelos próximos dois anos, influenciando diretamente a capacidade de Trump de aprovar projetos e avançar sua agenda de governo.
