ECONOMIA

INADIMPLÊNCIA E ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS SÃO RECORDE EM SETEMBRO, INFORMA BANCO CENTRAL

No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 6% em setembro, o maior patamar da série histórica. Já entre empresas, recuou de 3,4% para 3,3% no mês passado.

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito permaneceu em 5% em setembro, informou nesta quinta-feira (29) o Banco Central (BC).

Com isso, o valor continuou sendo o maior desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011. 

O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas.

No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 6% em setembro, o maior patamar da série histórica.

Já para as empresas, a inadimplência recuou de 3,4% para 3,3% no mês passado.

 

Endividamento em alta

Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias brasileiras atingiu o recorde de 50,1% da renda anual em agosto de 2026, segundo dados da autoridade monetária.

É a primeira vez que o indicador supera a marca dos 50% da renda anual. A série histórica tem início em março de 2011, quando somavam 34,9%.

 

Programas de renegociação de dívidas

O novo aumento na taxa de inadimplência acontece em meio à corrida eleitoral e apesar de o governo ter lançado, em maio deste ano, o “Novo Desenrola Brasil”, também chamado de Desenrola 2.0, outro programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo.

Mais recentemente, na última semana, o governo anunciou uma rodada do Desenrola, com a previsão de renegociar R$ 150 bilhões em dívidas. A iniciativa prevê a aquisição e a reestruturação de dívidas com atraso de 2 a 4,5 anos. 

A proposta é que a União compre as carteiras de crédito das instituições financeiras com deságio de 90%. Com isso, a estimativa é desembolsar R$ 15 bilhões para adquirir os R$ 150 bilhões em dívidas.

No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 6% em setembro, o maior patamar da série histórica. — Foto: JN

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